English Français español Português (Brasil)
 
 
 
Página Principal
Recomende para um amigo
Mapa de navegação
Procurar no site
Fale conosco
Sala de imprensa
 
 
English Français español Português (Brasil)
 

· Hepatites matam mais brasileiros do que a Aids
| 13/12/2005 | 

A Organização Mundial da Saúde estima que dois milhões de brasileiros sejam portadores do vírus B e outros três milhões, do vírus C. O Ministério da Saúde está sem dados. Os remédios para uma pessoa com hepatite podem custar R$ 45 mil por ano

Duas comparações. As hepatites B e C contaminam sete vezes mais brasileiros do que a Aids e, por isso, matam mais. No entanto, a Aids tem muito mais visibilidade: recebe 13 vezes mais dinheiro do governo para campanhas educativas do que as hepatites.

Duas conclusões. ""As hepatites são um dos maiores problemas de saúde pública da humanidade"", diz o hepatologista Hoel Sette, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). ""O governo tem no colo uma bomba viral. Se nada for feito de imediato, o Brasil presenciará o maior genocídio da nossa história"", acrescenta Carlos Varaldo, presidente do Grupo Otimismo, organização não-governamental (ONG) de apoio a doentes de hepatite C.

A desvantagem das hepatites não termina aí. O Ministério da Saúde está sem estatísticas em Brasília de quantas pessoas estão infectadas. O que há são cálculos aproximados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que dois milhões de brasileiros sejam portadores do vírus B e outros três milhões, do vírus C.

Também inexistem dados de mortes decorrentes das hepatites. Em relação ao HIV, os números do governo são exatos: 600 mil portadores do vírus e 10,9 mil mortes no ano passado. Em 2003, o ministério deu início ao mais amplo estudo sobre as hepatites A, B e C já feito no Brasil.

O Ministério da Saúde admite que não teria como arcar com os gastos se todos os doentes procurassem o SUS. Os remédios para uma pessoa podem custar R$ 45 mil por ano. Em relação às campanhas de prevenção, o ministério destinou neste ano R$ 14 milhõaes à Aids. A hepatite recebeu R$ 1 milhão, verba insuficiente.

As hepatites são causadas por vírus que atacam o fígado, responsável por centenas de funções, incluindo o metabolismo e a fabricação de proteínas, enzimas e hormônios. A hepatite A é a mais comum e o organismo reage sozinho. Os números parciais do levantamento do ministério apontam que mais da metade dos jovens entre 10 e 19 anos já teve a doença. As hepatites B e C são as mais preocupantes.

Na semana passada, os cinco milhões de doentes comemoraram a aprovação no Senado da Política Nacional de Prevenção às Hepatites. Se for sancionada pelo presidente Lula, o SUS dará atenção à doença nos mesmos moldes da aids.

Uma das pessoas que mais se empenharam na aprovação do projeto de lei foi o senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO), que lutou durante cinco anos contra a hepatite C. ""Para que se curem, as pessoas primeiro precisam saber que têm a doença. E o mais cedo possível. Estamos dando um passo muito importante"", alertou.

Notícia retirada do site Noolhar

Gacc´s Address.